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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O LADO BOM DA VIDA

Do título original The Silver Linings Playbook, no Brasil ganhou o nome de O lado bom da vida, louvável, porque mostra que alguém leu o livro antes de nomeá-lo.

O livro mostra de forma confusa o também confuso Pat, ao sair de uma instituição de tratamento psiquiátrico, sem lembrar muita coisa de sua vida nos últimos anos, tentando retomar sua antiga vida, antes "desse lugar ruim". Mas não de qualquer forma, da melhor forma possível, quer ser um marido melhor, um filho, irmão e ser humano melhor. Tudo isso de uma forma simples, do jeito que pensamos às vezes, lendo mais, se exercitando, procurando ajudar e ser gentil. Reconquistar tudo que ele perdeu, incluindo sua preciosa Nikki, sua esposa de quem ele somente lembra ter dado um tempo para sua recuperação.


Tudo no livro é sobre a perspectiva do protagonista, e como não podia deixar de ser, com Matthew Quick como autor, muitas referências aos gigantes da literatura como A Letra Escarlate e O Apanhador no Campo de Centeio, assim como muito futebol americano com os torcedores fanáticos dos Eagles, estádios, torcidas, brigas.


Mas o que realmente chama atenção é a vontade enorme de Pat de ver, me perdoem, o lado bom da vida. De esperar por um final feliz no filme dele, como ele mesmo diz, da sua fé, de se preparar para seu grande e incontestável final feliz. E que o seu passado pode ser ofuscado pelo grande esforço em ser melhor.

Fiquei surpreso ao ver algumas referências, como aos filmes Rocky Balboa e Stars Wars, as músicas Gonna Fly Now de Bill Conti tema de Rock e Total Eclipse of the Heart de Bonnie Tyler, dessa última até os versos são citados e não esquecendo do importantíssimo sax do Sr. Kenny G. em Songbird.

Arte de Joshua Budich
E tem o filme, com Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, que agora também estampam o livro. Concorreu as principais categorias do Oscar e Globo de Ouro e ganhou diversos prêmios.

Tiffany, personagem interpretado no cinema por Jennifer Lawrence (Inverno da Alma, 2010), causa de sua queda na premiação e de seu Oscar de melhor atriz, é talvez a pessoa pela qual Pat mais senti empatia nessa nova fase da vida, já que ela também esta se recuperando e é bem doida.

3 comentários:

  1. Olá Adulto, como vai? Na época que esse filme foi lançado não tive paciência de assisti-lo, mas depois de ler o seu post, resolvi dar uma chance. Gostei muito, e acabei indo atrás do livro, que gostei mais ainda, muito mais até que do filme. Além disso, foi bem interessante ler o livro tendo os personagens do Bradley Cooper e da Jennifer Lawrence em mente. Muito bacana o seu blog! Augustus (augustus.2012@hotmail.com)

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    1. Obrigado Augustus! Também gostei muito do livro, muito mais do que do filme, que ganhei de uma amiga em DVD de tanto falar dele, mas o filme tem seus méritos e grandes limitações claro. Maior frustração do filme: não vê-los dançar Total Eclipse of the Heart.
      Volte sempre e se quiser trocar umas dicas de livro/filme entra em contato.

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  2. Oi Adulto! Acho que entendo a sua frustração. No livro a coreografia parece ser realmente 'profissional' e não apenas uma dança média 5 suficiente pra vencer uma aposta como no filme, embora aqui a ideia tenha funcionado bem. Saldo positivo do filme: conhecer a banda Alabama Shakes por conta da música Always Alright. Bom demais! Ps: se quiser trocar ideia qualquer hora entre em contato também. Augustus (augustus.2012@hotmail.com)

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