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segunda-feira, 31 de março de 2014

CRIANÇAS DOS FILMES

Nicolas, famosão na frança.
Costumo fazer cara feia pra filmes com animais e crianças eu confesso, principalmente pra aqueles clássicos da tarde que incluíam os dois, mas existem alguns filmes que valem a pena e que tem como elenco principal crianças, não adolescentes ou adultos se passando por crianças, mas crianças mesmo. Eles retratam a visão que as crianças tem do mundo, simples, não tem lá seus grandes artifícios, efeitos, dramas. Mas mostram o mundo pelos olhos desses pequenos. 
Greg, o banana.
O engraçado é notar como são estranhas muitas coisas da vida adulta pelo panorama de uma criança, como muitas vezes notamos que fazemos muitas coisas sem explicação lógica na ponta da língua, apenas pelo costume, ou pela aprovação social, pra tentar ser uma pessoa normal, e quem é mesmo que dita o padrão pra isso? Não sei, mas depois de um tempo paramos de nos perguntar isso com muita frequência e passamos a repetir mais e questionar menos, agimos como o esperado, como todo mundo faz, fez e fará.
E as crianças questionam sobre esse tal "comportamento automático" com tanta naturalidade, assim acontece por exemplo no bonito O pequeno Nicolau (Le petit Nicolas, 2010) filme francês do mesmo criador de Asterix e baseado numa histórias em quadrinhos bem famosa por lá, O diário de um banana (Diary of a Wimpy Kid, 2010) baseado numa série de livros bem bacanas e Os Batutinhas (The Little Rascals, 1994), um clássico da minha infância.
Gosto dessa perspectiva nova sobre velhos modos, da forma simples de encarar as coisas e do mundo girar em torno de um grande problema como: a possibilidade da chegada de um irmão, a perseguição de um irmão mais velho ou a perda de um amigo pra um garota (argh).

segunda-feira, 24 de março de 2014

PSI (SÉRIE HBO)

Ontem a HBO Brasil começou a transmitir mais uma série brasileira: Psi. Prima da série Sessão de terapia do GNT, ela tem como foco principal a psicanálise e as suas vertentes, estudos e devaneios. 
O personagem principal é Carlo, um psicanalista pouco encanado com as esquisitices do ser humano, tem a mente mais aberta na hora de falar dos problemas/doenças de seus pacientes e parece até certo ponto bem normal, nada rebuscado ou uma figura excêntrica. A série em seus dois primeiros episódios mostrou muito mais interação de Carlo com as pessoas de sua rotina do que com os pacientes, o que pra mim faz a série ganhar pontos.


Os dois primeiros episódios tiveram como foco o autismo e automutilação, respectivamente, de uma forma séria e que me convenceu. Ponto também pra atuação de Claudia Ohana, que parece muito a vontade na pele de Valentina, amiga, consultora e colega de profissão de Carlo.
Bem, com Sessão de terapia não foi, vamos ver se vai ser essa série que vai chegar lá, além de continuar com Hannibal, na linha do "o que você tem na cabeça".

sábado, 15 de março de 2014

COLABORAÇÃO


Vocês lembram da série Veronica Mars? A série tem agora uma continuação em filme graças a colaboração dos fãs, através do maior site de financiamento coletivo do mundo, o Kickstarter, foram 91.585 doações.
Essa talvez seja uma das novas grandes utilidades da comunicação gerada pela internet, podemos juntos fazer muito mais do que reclamar nas redes sociais ou nos comentários de portais de notícias, podemos conquistar mais como grupo ou conseguir ir mais longe como tal.
Desde projetos colaborativos ao financiamento coletivo, podemos fazer muita coisa, você pode apoiar o financiamento de empresas pela Impulso, você pode ajudar a montar um acervo de GIFs lá no GIFGIF, um projeto do MIT que pretende traduzir textos em GIFs, incentivar a produção audiovisual brasileira pelo Cineasta, você pode deixar um amostra de sua intimidade lá pelo Banco mundial da genitálias, um projeto à primeira vista estranho mas que tem a nobre intenção de desmistificar os padrões estéticos da sociedade atual, lá no Petição Pública Brasil ainda da pra criar, divulgar a assinar abaixo-assinados, apoiar ou criar diversos projetos lá no Kickstarter, você pôde apoiar a Lei da Ficha Limpa e diversas outras causas pelo mundialmente conhecido Avaaz e contribuir com seu vasto conhecimento (sobre Pokémon,rs) na Wikipédia.


Eu gosto muito de participar dessas iniciativas, quando é possível, acho que estamos aqui pra isso e devemos apoiar causas em que acreditamos, vou assistir Veronica Mars e lembrar que a colaboração é uma coisa maravilhosa e que podemos juntos fazer algo acontecer, nem que eu represente uma pequena parte de algo que logo pode se tornar um grande e importante todo.

terça-feira, 11 de março de 2014

DOCUDRAMA

É um termo pouco familiar pra mim, mas que recentemente tenho visto bastante. Depois de uma breve pesquisa descobri que é mais comum do que imaginava, percebi também que alguns filmes tendem a serem classificados também como docudrama, que segundo o Dicionário de Oxford é "um filme dramatizado baseado em eventos reais e incorporando aspectos de documentário", também chamado de Docuficção.
Vi um trabalho acadêmico que analisa os filmes Carandiru (2003) e Cidade de Deus (2002) como docudrama, blogs que citam as minisséries Maysa (2009), Os Kennedys (2011) e Dercy de verdade (2012) como docudrama e as mais diversas referências a filmes que podem também ser classificados como tal, entre eles: J. Edgar (2011), Titanic (1997), Coco antes de Chanel (2009), Piaf (2007) e os filmes feitos pra TV como Coco Channel (2008), Liz & Dick (2012) e o meu queridinho Grey Gardens (2009).
Recentemente filmes, filmes pra TV, minisséries e séries baseadas em fatos reais tem grande aceitação, e a linha entre o que é somente ficção e o que realmente é verídico é fina de mais pra ver assim, a olho nú, é preciso um certo discernimento, saber quais são os "aspectos de documentário" que precisam estar em uma obra pra ela ser classificada como Docudrama, mas ainda é muito provável rolar uma dúvida a respeito dessa classificação.
A classificação dos filmes e séries sempre foi uma coisa que me chamou muita atenção, já pensei muito sobre isso, pesquisei, tentei escrever, mas é demasiado complicado classificar algumas obras, ficção cientifica, comédia, comédia romântica, comédia dramática, drama, biográficos, policial, aventura, ação, terror, suspense... Caramba é muita coisa pra levar em consideração, fico sempre perdido quando penso nisso.