Páginas

sexta-feira, 16 de maio de 2014

APRECIAÇÃO FINAL AS CRÔNICAS DE NÁRNIA

Terminei, já faz mais de mês e isso poderia ter passado numa boa, MAS não vai passar, já que sem dúvida essa é uma das melhores histórias de fantasia que já li, juntamente com Harry Potter (uma grande reverência a J. K. Rowling nesse momento), mas se um dia tiver um filho, essas vão ser as primeiras histórias que vou ler pra ele. Cada pequeno conto ligado a outro, com personagens fantásticos, místicos, mitológicos ou surpreendentemente novos, todos ligados pelo verdadeiro país das maravilhas: Nárnia e por uma grande referência aos deuses ou ao próprio Deus: Aslam. Pois bem, deu pra notar meu encanto com tudo isso em uma postagem anterior, já no primeiro livro eu fiquei todo besta e entendi muito do que os fãs dessa série sentem. As crônicas de C. S. Lewis são distribuídas em sete pequenos livros:

  • O sobrinho do mago;
  • O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa;
  • O cavalo e seu menino;
  • O príncipe Caspian;
  • A viagem do peregrino da alvorada;
  • A Cadeira de Prata;
  • A Última Batalha.


Uma das minhas passagens preferidas de um dos melhores personagens da série de livros:

— Uma palavrinha, dona — disse mancando de dor —, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber de tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo — árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Pois, pra mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.
 Brejeiro em A cadeira de prata. 
Brejeiro diretamente da  Wood & Ivory

Os livros contam em ordem cronológica os acontecimentos de um outro mundo, de outros países, sempre ligados a magia e ao nosso mundo, cada aspecto da história é contado com riqueza de detalhes e tudo com grande significado.
Talvez a escolha de não transformar os sete livros da série em filmes tenha sido muito mais comercial do que ligada a conteúdo, já que todos eles tem qualidade, coisa que não se pode dizer de todos os filmes, mas ok.


Que fique então registrado aqui meu fascínio pelos livros!